Galera, para vermos mais uma situação real de como uma teoria se aplicou na prática, a Info Corporate [1] publicou no dia 16 de fevereiro deste ano de 2009 uma artigo de como a Braskem, um conglomerado petroquímico, adotou o CobiT para ajudar na governança de TI [2].

Temos mais uma oportunidade de ver como modelos de governança de TI são usados nos processos de empresas. Com essa visão, podemos entender mais os conceitos que antes são bem vagos por falta de exemplos.

Grifei partes do texto que achei importante para o entendimento sobre o CobiT e fiz uma síntese que resume o artigo.

Vamos ao artigo!

O Artigo da Info Corporate

Figura 1: Refinaria Triunfo da Braskem

Figura 1: Refinaria Triunfo da Braskem

Desde a sua formação, na fusão das unidades petroquímicas dos grupos Mariani e Odebrecht à Copene, a Braskem tem sua história marcada por aquisições e fusões de empresas. O que é um desafio e tanto para a equipe de TI encarregada de integrar as operações e garantir a sua parte no processo de governança corporativa.

Recentemente, a empresa concluiu um processo de análise de seus ativos e processos de TI para azeitar esse processo. A Braskem avaliou e mapeou o grau de maturidade de cada um de seus processos e agora acredita estar preparada para realizar a integração da área de TI das novas empresas adquiridas de uma forma rápida e prática.

“No ano passado decidimos contratar uma consultoria para nos ajudar a analisar internamente quais são nossas fortalezas e o que precisávamos melhorar”, diz Marcelo Koji Tahara, gerente de planejamento e qualidade de TI da Braskem. A empresa contratada foi a Ci&T, de Campinas, que em quatro semanas analisou tópicos como gerenciamento de projetos, a prontidão para dar respostas rápidas às demandas de TI e a excelência operacional.

Durante quatro semanas, a Ci&T analisou a área de tecnologia da Braskem com base no Cobit (Controle de Objetivos para Tecnologia da Informação e Relacionadas), um framework de gerenciamento que ajuda a equipe de TI a administrar melhor a parafernália de hardware, software, conectividade e processos que usam tudo isso para a empresa funcionar. “Foi uma análise muito customizada para a Braskem”, diz Koji. “Pegamos os processos mais críticos, que tinham o maior impacto sobre a estratégia da empresa.”

Uma das áreas mais importantes nesse processo de análise foi a de gerenciamento de projetos – vital quando o desenvolvimento de um sistema tem valor estratégico forte para a estratégia de negócios da empresa, e sensível quando o software depende de muito trabalho em cima do código para o programa se integrar a outros sem causar problemas. “Para nós, foi como cuidar da nossa casa”, diz Koji.

A decisão de implementar o Cobit e contratar a Ci&T ajudou a Braskem a planejar suas ações de TI em 2009, um ano fadado a ensanduichar o CIO entre a obrigação de entregar resultados e os inevitáveis cortes de orçamento causados pela crise econômica global.

Havia três grandes drivers nesse processo”, conta Koji. O primeiro era a área de TI dar uma garantia de suporte ao negócio com qualidade; o segundo, colocar à prova a prontidão do departamento de TI para atender a estratégia de crescimento da Braskem; e o terceiro, melhorar a performance dos processos de negócio da empresa.

Por exemplo, a Braskem decidiu criar um escritório de gerenciamento de projetos (PMO), que entrou em operação no último trimestre do ano passado. “Já começamos com uma administração forte e todo o portfólio de projetos de 2009 passará por ele. A grande diferença é que os projetos tiveram melhor controle de orçamento, de riscos, de prazo e de qualidade”, diz Koji. “Além disso, diminuíram as incidências de projetos que começaram atrasados e com baixa qualidade.”

Foi organizada também uma área de governança de processos, com membros das áreas de TI e de negócios, um processo que Koji considera fundamental, junto com o PMO. “Não tivemos que aumentar os investimentos em TI, o trabalho nos ajudou a potencializá-los, pois sabemos usar melhor o que já implementamos”

Houve economia de gastos? Segundo Koji, é difícil mensurar isso, mas ele cita um outro aspecto não-tangível mas crítico: “Um projeto de TI com gerenciamento mal feito pode simplesmente parar a empresa assim que começa a funcionar”, diz ele. Isso é um risco forte, pois a gestão da Braskem funciona baseada em uma arquitetura de sistemas totalmente integrada, com o ERP da SAP.

“A minha lição é que a prática do Cobit nos ajuda a ter maior visibilidade do grau de maturidade dos processos internos”, diz Koji. Ele vê como benefícios o surgimento de um guia de melhores práticas e uma forma de acompanhar os movimentos internos. “Assim, o Cobit nos ajuda a manter as ações mais relevantes e manter um correto alinhamento da estratégia de TI à estratégia da empresa.”

Síntese do Texto

Galera, dos textos grifados, temos a seguinte síntese:

  • A Braskem avaliou e mapeou o grau de maturidade de cada um de seus processos;
  • Durante quatro semanas, a Ci&T analisou a área de tecnologia da Braskem com base no Cobit;
  • Pegou-se os processos mais críticos, que tinham o maior impacto sobre a estratégia da empresa;
  • Uma das áreas mais importantes nesse processo de análise foi a de gerenciamento de projetos;
  • A decisão de implementar o Cobit e contratar a Ci&T ajudou a Braskem a planejar suas ações de TI em 2009;
  • Houve três grandes objetivos na adoção do CobiT: primeiro, a área de TI dar uma garantia de suporte ao negócio com qualidade; o segundo, colocar à prova a prontidão do departamento de TI para atender a estratégia de crescimento da Braskem; e o terceiro, melhorar a performance dos processos de negócio da empresa;
  • A Braskem decidiu criar um escritório de gerenciamento de projetos (PMO), que entrou em operação no último trimestre do ano passado e, como consequência, primeiro, os projetos tiveram melhor controle de orçamento, de riscos, de prazo e de qualidade e, segundo, diminuíram as incidências de projetos que começaram atrasados e com baixa qualidade;
  • Foi organizada também uma área de governança de processos, com membros das áreas de TI e de negócios junto com o PMO;
  • Um projeto de TI com gerenciamento mal feito pode simplesmente parar a empresa assim que começa a funcionar;
  • A prática do Cobit ajuda a ter maior visibilidade do grau de maturidade dos processos internos e, como benefícios, surgimento de um guia de melhores práticas e uma forma de acompanhar os movimentos internos;
  • O Cobit ajuda a manter as ações mais relevantes e manter um correto alinhamento da estratégia de TI à estratégia da empresa.

Versão para imprimir

http://www.scribd.com/doc/19399844/POB01NaPraticaBraskemCobiT

Referências

[1] Info Corporate: http://info.abril.com.br/corporate/

[2] Braskem faz análise e adota Cobit: http://info.abril.com.br/corporate/aplicacoes-de-gestao/braskem-faz-analise-e-adota-cobit.shtml?3

[]s e até a próxima!

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Rogério Araújo
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